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É de divulgar

Hoje, lá no twitter nosso de cada dia, fui informado sobre uma publicação dos alunos de Farmácia da USP que pedia gentilmente que ‘viadinhos’ fossem alvo de arremessos de merda. Ou de alguém com merda na cabeça. Super interessante o texto que diz que o nome da faculdade está sendo manchado pela existência (explícita) de homossexuais dentre seus alunos (e um deles, ainda, é explicitamente ele mesmo usando uma camiseta da atlética!).

Engraçado, não? Será que nós podemos ir lá e jogar merda nos alunos que fizeram tal publicação? Porque, sinceramente, me parece justo. Vejamos o texto do tal jornaleco:

“Lançe-merdas e Brega será na Faixa – Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo “Aí, tira a mão daí.” Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela”

Será que alguém consegue informar quem é esse tal Zé-Ruela, tão perfeitamente alcunhado? Sinceramente, achei que já estávamos em 2010, mas parece que ainda é 1980 por tudo que a humanidade caminhou nessa coisa de tolerância. Pelo menos podia ser uma intolerância democrática, né? Vamos ver… que acham, redatores dO Parasita? Aliás, outro nome muito bem escolhido, pelo jeito. Que tal uma campanha para jogar merda em todo mundo que não for Branco, Anglo-Saxão e Protestante? Ou, melhor, vamos jogar merda em todos que não forem arianos, ja? Isso vale convites, também? Ou talvez só nos frustrados de carteirinha que não têm capacidade suficiente de serem bem sucedidos por conta e precisam encontrar ‘falhas’ imaginárias na existência de todo o resto do mundo? Isso, sim, valeria cá alguns convites, na minha opinião.

Fonte: G1 e tashgottlieb

É de simplificar

Eu gostaria de entender o funcionamento humano. Tá, algumas pessoas vêm de um planeta, outras de outro e assim por diante. Tudo bem, então nós fingimos para outros que somos todos terráqueos, para poupar a fadiga. Mas… e quando você sente o cheiro de alguém do seu planeta natal? É preciso fingir também? É preciso fazer todo o ânus-adocicado possível? Isso cansa um pouco.

Eu gostaria, também, que as pessoas parassem de se achar tão importantes e tão demais que não podem baixar a guarda por um segundo e perceberem seus defeitos e suas falhas. Eu acho tão libertador saber meus limites. Algumas vezes eles me incomodam (essa coisa de ser doente é uma bosta, mas enfim), mas all in all é importante manter os pés no chão. E daí, você tenta se aproximar dos outros e…

E eles decidem que não podem simplesmente olhar e falar ‘oi, tudo bem?’ e seguir daí. É preciso toda uma valsa, toda uma farsa, porque são tão fracos a ponto de não saberem sobreviver a um ou outro desapontamento. Sinceramente… chega a ser patético. Isso tudo é o que vocês encontraram para consideraro máximo? Por vezes tenho a impressão de que a mediocridade é a droga da vez e que, para os patéticos cidadãos brasileiros, também é a mais importante qualidade do Übberman contemporâneo. Ser medíocre é super cult, hoje em dia.

Posso simplificar, então? Vocês são todos medíocres, com raras exceções. Eu diria ‘somos todos medíocres’, mas pelo menos eu estou cá, tentando uma vida mais simples e menos retardada. Mas, continuemos com as máscaras, com esse ‘jeitinho brasileiro’ de sermos todos bostas bípedes. É mais fácil, mesmo. Sendo assim, meus caros Übberscheißdrecken, pelo menos sejam honestos nessa paixão pela mediocridade. Ou, talvez, sejam honestos na sua insegurança, na sua falta de conteúdo e na sua fragilidade. Assim,  só falo isso por ser extremamente claro para qualquer um que olhar melhor que todas essas qualidades estão aí e, também, por ser um tanto ridícula essa tentativa de esconder tudo… queria, agora, poder soltar um ‘ridículo’ com poder batático…

É de esterilizar

Eu honestamente odeio todo o funcionamento dessa coisa de formar famílias… Povo que cria filhos é quase sempre muito muito egoísta. E não me venham com o argumento retardado do dinheiro que eles gastam ou o esforço que eles fazem pra criar os filhos. Fazem isso porque querem. Ou… será? Será que não é apenas pelo egoísmo ilusório de “ter” alguém?

Veja só: fulano come fulana e ela embucha. Nove meses depois, é expelida uma vítima. Quase como uma merda – até os orifícios são próximos. Tudo que o infeliz rebento gastar, chorar, gritar, comer, cagar e infernizar vai ser pouco em relação ao que ele vai ser obrigado a tolerar.

Ele vai ter dois seres (isso sem contar os avós) para falar, cobrar, sufocar e fazer drama incessantemente. Obviamente, ninguém nem questiona respeito… Isso não existe nesse tipo de relação doentia. O tipo de relação em que “eu sou seu pai/eu sou sua mãe e te amo” é apenas o início de uma frase não dita, que termina com “por isso você não é um ser humano, eu não preciso te respeitar porque você é meu filho, eu posso te infernizar o quanto eu quiser e você tem que me aturar, porque quando você era criança e não tinha escolha alguma, eu te criei. Foi porque eu quis, não porque você pediu, mas isso não importa. Eu posso ser uma bosta de pessoa e você tem que me tolerar.”

Todo o objetivo de um infeliz criar e alimentar um ser é ter carta branca, perante a sociedade, pra encher o saco dele à vontade. Uma muleta emocional pra quem não entende que o fato de você “amar” alguém não obriga a pessoa nem sequer a gostar de você e que tudo que a gente faz pelos outros (pelo menos dentre as pessoas de bom senso) tem que ser por livre e espontânea vontade, portanto CRIAR UM MALDITO FILHO NÃO É GARANTIA DE TER NINGUÉM, NEM TE DÁ DIREITO DE COBRAR PORRA NENHUMA DELE.

Quem quer ter algo pra controlar deve comprar um carro, um cachorro ou um marionete. Aí sim estamos falando de propriedade. E sinto muito, filho também não é plano de previdência: faça um investimento em vez de criar um filho. Pague um psicólogo para trabalhar suas carências em vez de criar um filho. Não sonegue impostos em vez de criar um filho.

Se algum eventual leitor desse blog discordar de mim, faça um favor ao mundo: interne-se, esterilize-se ou, se possível, os dois.

Sim, é uma continuação. Não é tanto que nos falte criatividade ou saco para este blog. É mais um caso de, como diria minha amiga tediosa na cama, não subestimar o poder da negação. UH. Este último foi só ilustrativo. Enfim…

Não, as pessoas não querem saber quem você é. Elas não querem investigar o mistério de sua existência. Como Carla pode certamente afirmar, as pessoas querem, mesmo, encaixar-nos em papéis pré-definidos de acordo com suas próprias vontades e necessidades. Exemplifico.

Um indivíduo Y dirige-se ao indivíduo X e lhe diz “eu te amo”. Ao que X redargue “Você não me conhece”. Disto, passamos para tentativas cada vez mais enfáticas de descrição (completamente falha) de X. Coisas como “eu vejo o brilho do seu olhar quando você desentope privadas”. Aqui não faz diferença o quanto X (obvia e compreensivelmente) ODEIE desentupir privadas, Y ainda vai se convencer de que ela só não descobriu ainda seu amor pelas fezes alheias. Afinal de contas, Y precisa de alguém em sua vida que goste de desentupir privadas para ele se agarrar. Bizarro, não?

E então chegamos a exemplos mais patéticos. Y² dirige-se a X² de maneira que considera afetiva, mas que deixa dolorosamente claro o papel único que Y² aceitará para X². X² tem lá sua parcela de culpa, afinal permitiu isso no passado. Mas, agora, quando tenta deixar perfeitamente claro que é X² e não “aquilo que Y² gostaria que X² fosse”, sente-se na necessidade de citar uma frase de Ana e o Rei: it’s like talking to a brick wall.

Sabem me dizer o porquê? É muito simples, jovens padawans. As pessoas são estúpidas, incapazes de aceitar que seus conhecidos são pessoas diferentes do que lhes serviria e frágeis demais para criar relacionamentos reais com pessoas reais. Elas precisam, sempre, se relacionar com imagens fictícias. Somos todos, em um ou outro nível, autistas sociais. Entretanto, alegro-me em dizer que meu autismo somente me afasta de tudo que minha realidade não comporta, por opção própria (e isso não é lá tanta coisa, consigo ser muito mais tolerante em minha intolerância do que 90% de meus iludidos colegas) ao invés de criar toda uma realidade inexistente em cima dos pilares concretos deste tosco mundo humano.

Enfim… só para complementar: já mandei todos que não querem me ver como sou se foderem hoje? Devia ter mandado. Entretanto… é muito mais divertido continuar brincando e desconsiderá-los totalmente enquanto pessoas. Afinal, que uso tenho eu para cegos como vocês? Hihihi…

É determinante

Todo mundo tem uma opinião sobre o mundo. Consequentemente, todos possuem opiniões sobre quem você é ou deixar de ser (ou acreditam que você deveria ser). É de encher o saco.

Parece tão simples, essa coisa de viver em grupo. É simplesmente estar lá, trocar palavras civilizadas e continuar com a vida. Daí, vem aquela coisa dos laços. Eles estão lá, mas ninguém quer assumir responsabilidade por eles. Da mesma forma, ninguém quer (na verdade, nem deveriam) assumir responsabilidades sobre a vida alheia. Mas todos querem mandar na vida alheia. Todos querem dominar o mundo, mas quem quer tomar conta do mundo?

E daí vem aquela coisa da inveja. Sendo que minha vida está uma merda, por que a sua não deveria estar também? E qualquer mínima coisa de pseudo-bom que te aconteça é motivo para que caiam em cima enchendo o saco. Qualquer momento em que vc cai é motivo para te chutarem e garantirem que vc NUNCA vai voltar a ficar bem, assim todo mundo pode viver feliz na mediocridade e nojeira que é essa bosta de país. Mentalidade de brasileiro, né? Poizé.

E daí vem aquela coisa do padrão de normalidade. Se é bom o suficiente pros ignorantes de merda e sem ambição, por que não deveria ser bom o suficiente para você?

E daí vem aquela coisa de achar legal quando você não dá conta de algo. Se estavam torcendo tanto para isso acontecer, por que não festejar?

E daí vem aquela coisa do querer se provar certo. Se você se fodeu, não deveria querer dizer que estava errado e EU certo?

E daí vem aquela coisa do “olhem para mim”. Desculpe, eu não quero olhar para você. Você me enoja. Você me irrita. Você deixou de ser importante. Três simples passos que eu muito gostaria de aplicar a várias pessoas.

Resumo da ópera: não, eu não sou normal. Não, eu não quero ser normal. Não, eu não tenho grandes laços emocionais com todos os lugares onde eu TENHO que ser normal.

Algum dia estarei cercado de aberrações – daí começa a diversão. Afinal, se a bizarrice toda (não qualquer bizarrice) é determinante de quem eu sou, por que eu deveria me conformar com a mediocridade alheia?

É de assistir!

Sabe curso que tem leitura obrigatória? Poizé. Esse filme passa a ser vista obrigatória para os leitores do É de comer?.

Se não entenderem por quê, comentem que a tia explica.

Porque, às vezes, de repente, não mais que de repente, faz-se do amigo próximo o distante. É um fato da vida: amizades, assim como laticínios, expiram. E eu tenho um problema seríssimo com isso. Não com a coisa de perder o contato, porque acho bonito que o mundo gira e pessoas queridas permanecem como boas lembranças. Meu problema é: e quando você quer terminar uma amizade?

Há protocolos para terminar qualquer outro tipo de relação. Você pode se demitir do trabalho, terminar namoro, caso, casamento e até pedir emancipação da família. Mais alguém já percebeu que a amizade, supostamente a única relação na vida que você escolhe com lucidez, não tem um modus operandi comum para ser terminada? Supostamente porque deveria durar para sempre, yadda, yadda, yadda, mas sejamos realistas: o tempo passa e as pessoas mudam. Qual é o propósito de manter uma relação com alguém que não divide mais nada em comum com você? Ou, pior, com alguém de quem você nem gosta mais? Ou quando você descobre que a pessoa é mau caráter?  

 

Ao Claus e à Carla: Não, eu não vou elaborar nada agora, amorecos, porque eu lembro muito bem que prometemos fazer um post a seis mãos (uh, sexy!) sobre esse assunto. Mas é que eu estava conversando com um amigo que também tem esse problema e, como vocês estão longe, decidi dividir por aqui a sugestão dele.

Protocolo de término de amizade com amigo mau caráter, para enviar por email ou carta:

“sabe, tivemos momentos bons, mas pensando em perspectiva nem foram tantos e na verdade não entendo pq fomos amigos, porque vc é um tremendo de um egoísta sem coração e respeito pelos outros. Então, antes que eu decida te odiar profundamente pelo resto dos meus dias, venho por meio desta dar um fim nisso e lhe desejar uma boa vida, mesmo q vc não mereça”.

Não é genial? Quero adotar para a vida.

Abracinho de agradecimento ao Amigo X, se um dia ele vier a ler isso.

 

 

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